Durante quatro dias dançamos do umbigo pra fora e de fora pro umbigo com Artenilde Afoxá e os participantes da oficina “Diálogumbingança e as danças afro-brasileiras”. Foi uma oportunidade para abrir diálogos e conhecer temáticas e formas de fazer das danças afro-brasileiras. Para Artenilde, que é professora de dança e mestra em Educação, as danças afro ainda são tema recente no campo da dança em expansão no cenário teresinense. “Não que seja nova como presença dentro do cenário artístico e cultural do Piauí, mas como oportunidade de estar nesses campos que tem sido construídos em grande parte pelas danças contemporâneas que, na minha opinião, é o lugar da dança que mais tem problematizado ou criado espaço pra se discutir dança em Teresina.”

Artenilde coordena a equipe de danças afro-brasileiras da Escola Estadual de Dança Lenir Argento desde 2000, e tem buscado em seu trabalho junto com a equipe da Escola um pensar responsável sobre as danças afro e a maneira como seus saberes, artes e pensamentos são assimilados e reproduzidos no contexto artístico e educacional. “O espaço do Junta dentro da Escola Lenir Argento possibilitou uma extensão dessa integralidade das linguagens e dos fazeres da dança. Afinal, é uma escola do estado, que trata o elemento dança na pluralidade, como conhecimento e não apenas como um mecanismo físico, corporal, engessado, que adéqua o corpo a uma linguagem “x” ou “y”, mas sim como elemento criador de saberes, de processos criativos, num corpo múltiplo, plural, como é o ser humano”, diz ela. Esse diálogo-ogum-umbigo-dança vai continuar nos atravessando. O pessoal até criou um mural online para dividir os pensamentos surgidos durante esses encontros. Dá uma conferida no dialOGUMbigança aqui!