Pensar a relação corpo e câmera para além da captura de imagem. Buscar experimentos, ampliando possibilidades de diálogos entre esses dois elementos, como uma dança, uma relação poética. “O Junta sempre me põe em desafios. Mas esse foi o mais difícil para mim. Mediar essa oficina foi como repensar minha trajetória e rever o quanto a dança me acolheu e eu acolhi a dança como um lugar para pensar cinema, pensar a vida e as relações que a gente estabelece”, comenta a artista audiovisual Tássia Araújo, mediadora da oficina “Audiovisual e Dança: criando diálogos” no Junta EXPANDIDO.

Foi através de trabalhos autorais como “Mar Vermelho”, “Convide”, “Amoreira” e outros experimentos visuais, assim como um repertório de filmes de outros artistas e cineastas, que Tássia imergiu nesse experimento. “A ideia foi criar um repertório para que sejamos livres pra criar independente de um método”.

Tássia Araújo parte do audiovisual como lugar expandido e fluido, e em diferentes frentes de trabalho dialoga com artistes que investigam o corpo nos circuitos de dança, cinema e artes visuais, produzindo narrativas visuais a partir de espetáculos, processos criativos e investigações cênicas.

Ela está em fase de pós-produção do seu primeiro longa-metragem documental sobre a cena queer de Teresina dos anos 70-90. Pra acompanhar o trabalho dela, siga @tassiaszaraujo e @paradadecinemateresina no instagram 😉

Fotos da @fortes_renata  para o #JuntaEXPANDIDO 📸📡