A Cada Di Monique trouxe muitas corpas para ocupar a Escola Estadual de Dança Lenir Argento e as telas das/os participantes da “Vivência Di Monique”.

Ayra Dias apresentando o contexto histórico do movimento Ballroom, o Transtorno performando o manifesto de lançamento dA Casa, Amanda e Tay Di Monique dando dicas de expressão facial e como arrasar no carão; aula de face com Diamond Muzi, mother da House of Muzi, pioneira Kiki House de Alagoas; aula de runway com a icônica Fênix Zion e vogue femme com Peste Nega, Diego Eloi, Nilton, Jhoaria e Yagaga Kengaral, pioneira da ballroom no Ceará. E Linda Abrahão como hostess!

A ballroom é um espaço de acolhimento para corpas marginalizadas em nossa sociedade. Surgido na comunidade negra latino-americana LGBTQIPA+ da Nova York dos anos 60, se espalhou pelo mundo como movimento político e de celebração da diversidade de gênero, sexualidade e raça. A Casa Di Monique faz parte da cena ballroom nordestina, sendo composta por pessoas negras e LGBTQIPA+ das periferias de Teresina e Timon. O JUNTA fez parte dessa história quando em 2019 realizamos a oficina de Voguing com a House of Amu’a (DF) – o primeiro contato de algumas das integrantes da Casa com a ballroom. Agora, foi a vez delus comandarem um espaço de formação e difusão desses saberes. Foi lindo de ver.

“Eu chego com o pé na porta pra pegar de volta o que me foi tomado: Minha liberdade de ser, minha alegria, e a possibilidade de celebrar minha corpa e de minhas irmãs, pois das vezes que tentaram me matar e me apagar eu resisti. Existo e me entendo como um corpo bexa pertencente ao sertão queer que me abraça, arregaçado pelos sangues das marias bonitas travestis para eu passar […] Nois chega desmontando e constrangendo o tradicionalismo e os modos heterocis comportamentais e intelectuais criando antropofagias e próprias interconexões com as ancestralidades bexas travestis, criando micropoliticas que se expandem através das ligações afetochamados […] A ballroom é o nosso terreiro urbano? O voguing é a macumba queer? Então eu entro na roda e começo a baiar, te mostro que eu tenho voz corpo e lugar.”

 

Dá uma conferida no vídeo produzido pela Casa para o Junta EXPANDIDO!